AÇÃO 3 - Fazer buracos na mão

Descrição da ação - prepara-se a atividade construindo, com uma folha A4, um canudo cujo aspeto se pode melhorar com adereços de modo a dar-lhe uma aspeto mais mágico. Pede-se a cada aluno voluntário que agarre, com a mão esquerda, no canudo e o encoste ao olho esquerdo e que abra a mão direita, colocando-a encostada ao canudo com a face virada para o olho direito, o professor coloca-se atrás dele, tapa, com a sua mão direita, o olho direito do aluno, solicitando que fixe alguém ou alguma coisa. Seguidamente, avisando-se de que o mesmo deve manter os dois olhos bem abertos, destapa-se o olho direito. O aluno afirma ver um "buraco" na palma da sua mão direita.

Concluída a demonstração, os alunos, divididos em grupos de trabalho, consultam sites e livros existentes na BE, sobre trabalhos manuais, aprendendo as técnicas e materiais de construção de canudos como o utilizado na experiência. Fazem registo das conclusões e dos livros/ sites consultados.

Planificação da ação - Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar

A aprendizagem do papel...

O mote não saiu, desta vez, de um livro. Saiu da base ficcional de uma curta metragem - "Origami". É um vício já antigo, por vezes esquecido: passar para os alunos o que é ancestral nos japoneses - Origami - trabalho de papel. Porque a experiência de hoje é feita com cartão que, com paciência, nos faz descobrir novas surpresas nos sentidos do nosso corpo. É preciso ser perseverante e deixar a paciência, a dedicação, a entrega descobrir o conhecimento. Às vezes, está só adormecido...

O que se aprende nos livros...

Mas o livro não se esqueceu... Já que a experiência partiu do que se pode fazer com um simples canudo, forçoso se tornou mostrar o livro "Não é uma caixa", de Antoinette Portis. Nele apercebemo-nos que uma caixa pode ser mil e uma coisas, se usarmos a imaginação! Tanto que se parece com o Principezinho de Saint Exupèry, naquela passagem em que se mostra um desenho feito por uma criança a adultos que, invariavelmente, deturpam o seu verdadeiro significado com interpretações simplistas...


Trabalho produzido pelos alunos

Primeiro, aprender a fazer o canudo

Nada melhor do que fazer um canudo mágico: folha de cartolina, cola, fita de várias cores para enrolar e papel autocolante de diversas cores para se enfeitar as pontas. Está feito um instrumento mágico para cada um ser mestre da sua sabedoria.

Agora, é só tentar imitar: agarra-se o cano, coloca-se no olho, aponta-se para alguém ou algo, abre-se a palma da mão, encosta-se ao cano, bem aberta e, com os dois olhos abertos, vemos, surpreendidos, que a mão parece ter um buraco.

Percebemos que é uma ilusão de ótica, que o cérebro nos está a pregar uma partida, que aquilo que vemos na imagem que tem o canudo é repetido, pelo nosso cérebro, na palma da nossa mão. Que não, que felizmente não há um buraco... só há ciência!

Algumas fotografias dos vários Centros Escolares

Livros consultados

Concluída a construção dos canudos mágicos, foi a vez de se ir à estante da cota 7 para pesquisar o conteúdo dos livros existentes sobre trabalhos manuais, aprendendo as técnicas e materiais de construção como o utilizado na experiência... 

Estes foram alguns dos livros consultados nos três Centros Escolares.

Não se encontrou qualquer explicação nos livros para os alunos aprenderem as técnicas e materiais de construção de canudos como o utilizado na experiência. Mas, a consulta foi bastante proveitosa para aprenderem como a criatividade, a imaginação, o trabalho, a inspiração, a consulta de livros especializados aguça e/ ou abre o apetite para percursos futuros, sejam hobbies ou inclinações profissionais.

Ficou a ideia: pegou-se num simples papel, enrolou-se, enfeitou-se com fitas e cores e deu-se-lhe um uso que tornou a realidade mais espantosa, fez conhecer o corpo, respondeu a interrogações e este dia foi menos cinzento porque deixa de ser monocromático todo aquele em que se aprende algo que deixa a mente espantada.